Dei-me conta ontem de uma coisa importante! Descobri algo que faz muita falta nos filmes do Almodóvar: os cheiros da Espanha!
Entre estes, há um bem específico que me persegue desde o meu hostal e que sinto sempre quando passo pela loja da Telefónica na Gran Vía ou quando entro na portaria do meu prédio. É um perfume meio "floral" que seria perfeito para aquelas películas coloridas do cineasta espanhol...
agosto 31, 2009
agosto 30, 2009
Ontem, de novo...
Gosto do pôr-do-sol porque é um momento de fazer acordos e promessas. E o bom, para quem vem (mineiramente) de lá, é que mirar o horizonte é trazer junto a palavra: belo.
Geopolítica
Parte I
Na última sexta, quando saí como meu colega de piso, conheci uma "conhecida" dele. Uma iraniana. Ela arranha um inglês muito ruim, longe da pronúncia britânica ou estadunidense que aprendemos no Brasil.
O Andrea estava conversando com ela em espanhol e me pediu para auxiliá-lo no inglês. De repente, me vi na situação não só de intérprete como também de cupido! O que me ocasionou duas coisas.
A primeira, foi que levei, como mediador, o fora da iraniana no Andrea. Ela dizia que não queria saber dos italianos. Que queria um "boyfriend" espanhol...
A segunda foi que ela me brindou com o seguinte comentário: que não confiava nos italianos e "tampouco" nos sul-americanos...
Ah, mas pra quê que ela foi falar isso...
Eu, já com umas cervejas e gastando todo o meu "inglês alcoólico", saí do papel de mediador e fui logo dizendo: Se você está num país e não pretende confiar nas pessoas que você mesmo procura (foi ela que foi atrás do Andrea), o que está fazendo aqui? Creio que você não está preparada para viver essa situação... (Falei isso porque ela falou mal também de uns catalães que ela foi puxar conversa, dizendo para eles que "everything is crazy").
Pois bem, a tal iraniana ficou uma fera comigo! Começou meio a gritar, me xingar. Eu disse que não queria brigar e parei.
Ela então chamou o Andrea para levá-la até a porta do bar e se foi.
Quando o Andrea voltou, disse que ela era meio louca, uma pessoa estranha, que estava na Espanha há sete meses e quase não falava espanhol... E que a conheceu porque ela divide o apartamento com um colega dele.
Enfim, toquei no "ponto fraco" (de estar preparada) e me dei mal...
(no Brasil, para ficar mais ou menos claro, a Iraniana faz o estilo "gata perdida na noite, que de gata não tem nada"...)
Parte II
Após o episódio, voltando pra casa, coincidentemente, eu e o Andrea encontramos na rua o amigo dele que mora com a iraniana. O Andrea relatou o encontro, eles riram entre si, falaram mal da "coitada" etc... Aí o Andrea me apresentou pro espanhol e ele disse que a única coisa que sabia sobre o Brasil era sobre um tal de "Cabral". Aí eu, bem legal, respondi: é, ele é amigo do Colón! Fui me afastando e deixando os dois conversarem mais um pouco.
Foi quando ouvi o Andrea dizendo que com a "irani", só pagando. Pois ela era "tercer mundo"...
Parte III
Conclusões geopolíticas de bêbado no dia seguinte (ou dois dias depois):
1) o terceiro mundo continua desunido.
2) o primeiro mundo continua chamando o terceiro de terceiro. há uma certa união...
3) o primeiro mundo acha que o terceiro é bobo.
4) o terceiro mundo acha que o primeiro, também, é bobo.
5) o habitante do terceiro aprende que, sem generalizar, o primeiro e o terceiro mundo têm muitas facetas (que você vai conhecendo aos poucos).
6) o habitante do terceiro mundo aprende um pouco mais o que é viver no "primeiro" mundo.
Parte IV
Continua...
Na última sexta, quando saí como meu colega de piso, conheci uma "conhecida" dele. Uma iraniana. Ela arranha um inglês muito ruim, longe da pronúncia britânica ou estadunidense que aprendemos no Brasil.
O Andrea estava conversando com ela em espanhol e me pediu para auxiliá-lo no inglês. De repente, me vi na situação não só de intérprete como também de cupido! O que me ocasionou duas coisas.
A primeira, foi que levei, como mediador, o fora da iraniana no Andrea. Ela dizia que não queria saber dos italianos. Que queria um "boyfriend" espanhol...
A segunda foi que ela me brindou com o seguinte comentário: que não confiava nos italianos e "tampouco" nos sul-americanos...
Ah, mas pra quê que ela foi falar isso...
Eu, já com umas cervejas e gastando todo o meu "inglês alcoólico", saí do papel de mediador e fui logo dizendo: Se você está num país e não pretende confiar nas pessoas que você mesmo procura (foi ela que foi atrás do Andrea), o que está fazendo aqui? Creio que você não está preparada para viver essa situação... (Falei isso porque ela falou mal também de uns catalães que ela foi puxar conversa, dizendo para eles que "everything is crazy").
Pois bem, a tal iraniana ficou uma fera comigo! Começou meio a gritar, me xingar. Eu disse que não queria brigar e parei.
Ela então chamou o Andrea para levá-la até a porta do bar e se foi.
Quando o Andrea voltou, disse que ela era meio louca, uma pessoa estranha, que estava na Espanha há sete meses e quase não falava espanhol... E que a conheceu porque ela divide o apartamento com um colega dele.
Enfim, toquei no "ponto fraco" (de estar preparada) e me dei mal...
(no Brasil, para ficar mais ou menos claro, a Iraniana faz o estilo "gata perdida na noite, que de gata não tem nada"...)
Parte II
Após o episódio, voltando pra casa, coincidentemente, eu e o Andrea encontramos na rua o amigo dele que mora com a iraniana. O Andrea relatou o encontro, eles riram entre si, falaram mal da "coitada" etc... Aí o Andrea me apresentou pro espanhol e ele disse que a única coisa que sabia sobre o Brasil era sobre um tal de "Cabral". Aí eu, bem legal, respondi: é, ele é amigo do Colón! Fui me afastando e deixando os dois conversarem mais um pouco.
Foi quando ouvi o Andrea dizendo que com a "irani", só pagando. Pois ela era "tercer mundo"...
Parte III
Conclusões geopolíticas de bêbado no dia seguinte (ou dois dias depois):
1) o terceiro mundo continua desunido.
2) o primeiro mundo continua chamando o terceiro de terceiro. há uma certa união...
3) o primeiro mundo acha que o terceiro é bobo.
4) o terceiro mundo acha que o primeiro, também, é bobo.
5) o habitante do terceiro aprende que, sem generalizar, o primeiro e o terceiro mundo têm muitas facetas (que você vai conhecendo aos poucos).
6) o habitante do terceiro mundo aprende um pouco mais o que é viver no "primeiro" mundo.
Parte IV
Continua...
Causos de banheiro e supermercado
Quem me conhece sabe que faço o estilo "organizado". Gosto das coisas ajeitadas e, também, limpas. Ambiente arrumado é comigo mesmo!
No último sábado, antes de fazer a arrumação geral da "minha nova" casa fui ao supermercado para comprar alguns equipamentos básicos: desinfetante, rodo e pano-de-chão. O primeiro encontrei. Os outros dois não. Aqui na Espanha, cabe a uma tal "fregona" fazer as honras dessa tão famosa dupla brasileira.
Fato é que, de luvas nas mãos e muito desinfetante, fui lavar o banheiro. Comecei jogando água aos poucos, esfregando (com bucha e sabão) e mirando, lá no cantinho da porta, a "fregona". Pensando que em breve ela me ajudaria a recolher o aguaceiro. Só que o volume de água foi aumentando (joguei na banheira, no vaso, na pia, no chão...), aumentando...
E, para completar o quadro, veio a última constatação: não há ralo "en el suelo" nos banheiros espanhóis. Na pia sim, na banheira também. No chão, não!
Resultado: água querendo ir pro corredor da casa, a fregona não adiantando de nada, eu sem rodo, sem ralo... Querendo ter um ataque de riso...
Uma aventura.
Que só terminou bem sucedida, ou melhor, seca, após muitos baldes e duas toalhas no chão, sendo torcidas e retorcidas...
p.s.: Tudo bem, aos poucos vou aprender a lidar com o "esfregão" espanhol. Assim como fiquei pensando: nós brasileiros somos ótimos "domésticos", mas, em muitos momentos, ótimos "gastadores de água"...
agosto 29, 2009
Juntos
Chegando da disco com a "música da noite" na cabeça.
Un homenaje a mi querido "Balão Mágico"...
Ficha Técnica:
In: Torero (Calle de Huertas, Sol, Madrid, 29 de agosto de 2009).
Un homenaje a mi querido "Balão Mágico"...
Ficha Técnica:
In: Torero (Calle de Huertas, Sol, Madrid, 29 de agosto de 2009).
agosto 28, 2009
Sobre dos cosas
Para quem não se lembra, o filme Central do Brasil tem como trecho final o retorno de Dora (Fernanda Montenegro) para o Rio de Janeiro após deixar Josué (Vinicius de Oliveira) no nordeste, acompanhado de seus irmãos. Quem conhece o filme vai se lembrar. Quem não conhece, deve conhecer.
Nessa passagem, Dora escreve uma carta para Josué, de dentro do ônibus. A carta, dita em voz alta pela atriz, vai acompanhada da canção tema do filme e traz, nas suas palavras, muitas verdades. Não do que é oposto ao falso. Mas do que constitui o ser e o sentir. Intensidade sobre o que foi e o que será.
Quando a fase é de transição (Rio Grande do Sul - Minas Gerais - Espanha), de decisão, às vezes uma coisa lá dentro nos pede por uma guinada. E essa mesma "coisa" nos aflige (inclusive fisicamente) com o medo do que virá em seguida. É a luta do crescer, do enfrentar. São os rostos da saudade (do eu-antes) e do novo (eu-depois), que pedem para juntar as duas coisas, para estarem juntos.
Em Madrid, sigo me encontrando comigo mesmo no pensamento e no enfrentamento. Como diz uma amiga minha, não é para pensar que tudo vai dar certo. "Tudo já deu certo".
Y lo que pasa es esto, la mezcla de dos cosas distintas y fuertes: saber ao mesmo tempo do privilégio de estar aqui e da necessidade de compreender estar aqui.
E a carta...
"Josué,
Faz muito tempo que eu não mando uma carta pra alguém. Agora eu estou mandando essa carta pra você. Você tem razão. Seu pai ainda vai aparecer e, com certeza, ele é tudo aquilo que você diz que ele é. Eu lembro do meu pai me levando na locomotiva que ele dirigia. Ele deixou eu, uma menininha, dar o apito do trem a viagem inteira. Quando você estiver cruzando as estradas no seu caminhão enorme, espero que você lembre que fui eu a primeira pessoa a te fazer botar a mão no volante. Também vai ser melhor pra você ficar aí com seus irmãos. Você merece muito muito mais do que eu tenho pra te dar. No dia que você quiser lembrar de mim, dá uma olhada no retratinho que a gente tirou junto. Eu digo isso porque tenho medo que um dia você também me esqueça. Tenho saudade do meu pai, tenho saudade de tudo.
Dora"
Nessa passagem, Dora escreve uma carta para Josué, de dentro do ônibus. A carta, dita em voz alta pela atriz, vai acompanhada da canção tema do filme e traz, nas suas palavras, muitas verdades. Não do que é oposto ao falso. Mas do que constitui o ser e o sentir. Intensidade sobre o que foi e o que será.
Quando a fase é de transição (Rio Grande do Sul - Minas Gerais - Espanha), de decisão, às vezes uma coisa lá dentro nos pede por uma guinada. E essa mesma "coisa" nos aflige (inclusive fisicamente) com o medo do que virá em seguida. É a luta do crescer, do enfrentar. São os rostos da saudade (do eu-antes) e do novo (eu-depois), que pedem para juntar as duas coisas, para estarem juntos.
Em Madrid, sigo me encontrando comigo mesmo no pensamento e no enfrentamento. Como diz uma amiga minha, não é para pensar que tudo vai dar certo. "Tudo já deu certo".
Y lo que pasa es esto, la mezcla de dos cosas distintas y fuertes: saber ao mesmo tempo do privilégio de estar aqui e da necessidade de compreender estar aqui.
E a carta...
"Josué,
Faz muito tempo que eu não mando uma carta pra alguém. Agora eu estou mandando essa carta pra você. Você tem razão. Seu pai ainda vai aparecer e, com certeza, ele é tudo aquilo que você diz que ele é. Eu lembro do meu pai me levando na locomotiva que ele dirigia. Ele deixou eu, uma menininha, dar o apito do trem a viagem inteira. Quando você estiver cruzando as estradas no seu caminhão enorme, espero que você lembre que fui eu a primeira pessoa a te fazer botar a mão no volante. Também vai ser melhor pra você ficar aí com seus irmãos. Você merece muito muito mais do que eu tenho pra te dar. No dia que você quiser lembrar de mim, dá uma olhada no retratinho que a gente tirou junto. Eu digo isso porque tenho medo que um dia você também me esqueça. Tenho saudade do meu pai, tenho saudade de tudo.
Dora"
agosto 27, 2009
Real Madrid 4 x 0 Rosenborg
As coisas acontecem. E quando acontecem, buscamos um sentido para elas. Isso se diz inclusive em teoria. Sejam os acontecimentos “bons” ou “ruins”. E na busca desses significados, geralmente, algumas explicações comuns aparecem. Para as boas, por exemplo: “estar na hora certa, no lugar certo”, “ter um bom anjo-da-guarda”, “ter fé”, e por aí vai...
Pois justamente no último sábado, já quase 23hs (o que não é tarde para os padrões espanhóis), o meu “móvil” tocou e era uma moça, talvez uma “nova futura amiga”, que conheci nas minhas andanças a procura de um lugar parar morar.
Ela vive há anos na Inglaterra, gosta dos estrangeiros (é casada com um inglês...) e, muito, dos brasileiros. Conversa vai, conversa vem, chegamos no assunto futebol, seleção brasileira, Real Madrid...
E foi quando ela me disse que o irmão dela é assessor de imprensa do clube mais famoso da cidade!
Bem, mas isso foi na quinta.
No sábado – voltando ao causo – ela me “llama” e pergunta se eu estaria interessado em ir ao jogo de estréia do Real Madrid no Santiago Bernabeu (na última segunda-feira) e que o irmão dela tinha dois ingressos “sobrando”...
Resultado: com duas semanas na España fui de graça ao estádio do Real, vi a partida de estréia do time e ainda pude levar um amigo!
Como explicar isso? Não sei. No mínimo agradeci, conversando com os meus “botões”, enviando um email à Gema (a espanhola) e “regalando” o irmão dela com um chaveiro do Clube Atlético Mineiro (o também mais famoso clube de BH... hehehe).
Coincidência? Sorte? Crença? Não importa. Juntar as três pode ser pouco para entender o ocorrido :-).
agosto 25, 2009
agosto 24, 2009
Em Madrid, com Guimarães Rosa
Relembrando hora de perigo e de medo, dirá: “Grande vão eu atravessava.”
agosto 23, 2009
agosto 22, 2009
Intensidade que vem de dentro
Amanhã faz quinze dias que cheguei. Já havia viajado para fora antes. Mas sempre com o espírito de turista. Aqui em Madrid, no entanto, tem sido diferente. Este tempo fora, estes dias, não me trouxeram, ou não vieram acompanhados de um espírito turístico.
É verdade que tudo é novo. Muito é diferente. O olhar será sempre estrangeiro. Só que estar aqui por outros motivos faz experimentar as coisas de outro modo.
Ainda não comecei a fazer o que vim fazer. Estudar, trabalhar. As coisas burocráticas levam tempo, e é preciso muito calma para algumas horas. Em outras, é preciso correr, agitar-se, colocar-se à espreita.
Nesse jogo, um tanto de coisa vai se encaixando, pessoas vão aparecendo. Quando você menos percebe, já está envolto, em sua solidão, à um monte de companhias. Não de companheiros, mas de companhia. Legal isso. E diferente.
Hoje saí em Madrid, à noite.
Minha primeira noite madrilenha. Éstávamos meu colega de piso, o Andrea, e um casal de amigos dele. Um francês e uma alemã. Tomamos sangría, comemos pizza e depois fomos bailar.
Para o meu espanhol isso também tem sido um desafio. Cada dia sinto que "hablo" um pouco mais. Assim como entendo.
A noite foi boa. E o dia também.
Pela manhã e pela tarde fiz uma arrumação geral. Dei uma de "doméstica" e limpei a casa, meu quarto, tudo. O italiano, quando chegou, disse que nunca tinha visto a casa daquele jeito. Fiz almoço também. Arroz com legumes, carne moída e salada. Ah, e lavei umas roupas...
Enfim. Tudo entrando nos eixos.
Amanhã vou à Casa de Campo, talvez um dos poucos lugares turísticos que eu - não turista - não fui ainda.
Falta dizer, entretanto, que hoje, em meio à tudo da vida "prática", foi um dia de saudades. O mais de todos desde que cheguei.
Pensei em muita coisa, em muita gente.
Senti. E o meu corpo também.
Em meio ao calor de Madrid, o coração ficou ainda mais acelerado e a respiração mais oscilante.
A temperatura aqui está alta, só que o calor do Brasil é diferente.
E faz falta...
É verdade que tudo é novo. Muito é diferente. O olhar será sempre estrangeiro. Só que estar aqui por outros motivos faz experimentar as coisas de outro modo.
Ainda não comecei a fazer o que vim fazer. Estudar, trabalhar. As coisas burocráticas levam tempo, e é preciso muito calma para algumas horas. Em outras, é preciso correr, agitar-se, colocar-se à espreita.
Nesse jogo, um tanto de coisa vai se encaixando, pessoas vão aparecendo. Quando você menos percebe, já está envolto, em sua solidão, à um monte de companhias. Não de companheiros, mas de companhia. Legal isso. E diferente.
Hoje saí em Madrid, à noite.
Minha primeira noite madrilenha. Éstávamos meu colega de piso, o Andrea, e um casal de amigos dele. Um francês e uma alemã. Tomamos sangría, comemos pizza e depois fomos bailar.
Para o meu espanhol isso também tem sido um desafio. Cada dia sinto que "hablo" um pouco mais. Assim como entendo.
A noite foi boa. E o dia também.
Pela manhã e pela tarde fiz uma arrumação geral. Dei uma de "doméstica" e limpei a casa, meu quarto, tudo. O italiano, quando chegou, disse que nunca tinha visto a casa daquele jeito. Fiz almoço também. Arroz com legumes, carne moída e salada. Ah, e lavei umas roupas...
Enfim. Tudo entrando nos eixos.
Amanhã vou à Casa de Campo, talvez um dos poucos lugares turísticos que eu - não turista - não fui ainda.
Falta dizer, entretanto, que hoje, em meio à tudo da vida "prática", foi um dia de saudades. O mais de todos desde que cheguei.
Pensei em muita coisa, em muita gente.
Senti. E o meu corpo também.
Em meio ao calor de Madrid, o coração ficou ainda mais acelerado e a respiração mais oscilante.
A temperatura aqui está alta, só que o calor do Brasil é diferente.
E faz falta...
agosto 21, 2009
Quando você mora fora
Quando você mora fora e está em fase de adaptação, há uma coisa que faz muito bem para o seu "ego". Tive essa sensação várias vezes em Porto Alegre e hoje, pela primeira vez, em Madrid.
Me perguntaram onde ficava uma rua. E eu soube dizer e explicar. :-)
E por falar em Porto Alegre, que vira-e-mexe me vem a cabeça, hoje fiz algo que os meus amigos "gaúchos sem preposição" diriam: "saí ler".
Me perguntaram onde ficava uma rua. E eu soube dizer e explicar. :-)
E por falar em Porto Alegre, que vira-e-mexe me vem a cabeça, hoje fiz algo que os meus amigos "gaúchos sem preposição" diriam: "saí ler".
agosto 20, 2009
Em dose dupla
Uma das coisas boas de viver no exterior é que você vive, o dia inteiro, o seu interior.
agosto 19, 2009
agosto 18, 2009
"Qualidade de intenso". Gostei disso
Intensidade para o dicionário Aurélio:
Intensidade.s.f. Qualidade de intenso. / Expressão do valor numérico de uma grandeza: intensidade de uma força. / Quantidade de eletricidade produzida por uma corrente contínua durante a unidade de força. / Fonética. Maior ou menor grau de força expiratória com que se pronuncia um som, a qual acusticamente se manifesta na maior ou menor amplitude das vibrações. (É pela intensidade que se podem distinguir sons com o mesmo timbre, tom ou quantidade.)
Intensidade.s.f. Qualidade de intenso. / Expressão do valor numérico de uma grandeza: intensidade de uma força. / Quantidade de eletricidade produzida por uma corrente contínua durante a unidade de força. / Fonética. Maior ou menor grau de força expiratória com que se pronuncia um som, a qual acusticamente se manifesta na maior ou menor amplitude das vibrações. (É pela intensidade que se podem distinguir sons com o mesmo timbre, tom ou quantidade.)
brasilidades
Hoje, sentada à minha frente no metrô, uma européia bem branquinha lia em inglês "The Alchemist" e portava nos pés um par de havaianas com a bandeirinha do Brasil.
As havaianas eu vejo aos montes, todos os dias. O Paulo Coelho já é a terceira vez, no trem.
As havaianas eu vejo aos montes, todos os dias. O Paulo Coelho já é a terceira vez, no trem.
Plaza Mayor
Nestes primeiros dias de Madrid, a Plaza Mayor tem sido meu quintal. Ela está a alguns metros do meu hostal e é para lá que "me voy" todas as noites antes de dormir. Para refrescar o corpo e a mente, fugindo do calor de 33º que persiste ainda às 22hs.
Hoje, em companhia do meu novo "iPod", regalo de mi novia, escutei uma música que diz muita coisa sobre intensidades, sobre razão e emoção, sobre a vida.
(Tenho que me cuidar para não começar a fazer Filosofia barata... Essa eu deixo para quando, realmente, já estiver em fase avançada de "tapas y copas").
Para quem quiser escutar:
Hoje, em companhia do meu novo "iPod", regalo de mi novia, escutei uma música que diz muita coisa sobre intensidades, sobre razão e emoção, sobre a vida.
(Tenho que me cuidar para não começar a fazer Filosofia barata... Essa eu deixo para quando, realmente, já estiver em fase avançada de "tapas y copas").
Para quem quiser escutar:
Penso nisso: "iniciar vida nova"
De onde viemos trazemos coisas que nos acompanham. Frases, inclusive.
Há 6 anos (nossa, o tempo passa), quando estava adentrando o campus da UFMG para o meu primeiro dia de aula do Mestrado, um grande amigo, na época meu orientador, me perguntou:
- você sabe o que está escrito no brasão da nossa Universidade?
Eu respondi:
- sim.
Então ele disse:
- pense nisso, para você.
Há 6 anos (nossa, o tempo passa), quando estava adentrando o campus da UFMG para o meu primeiro dia de aula do Mestrado, um grande amigo, na época meu orientador, me perguntou:
- você sabe o que está escrito no brasão da nossa Universidade?
Eu respondi:
- sim.
Então ele disse:
- pense nisso, para você.
Dê um tempo
agosto 17, 2009
Tem o Doutorado, não posso esquecer
"La prensa no es usted ni soy yo ni las docenas de periodistas madrileños con sus nombres propios e inalienables: es una fuerza histórica elemental y tremenda, sobre la cual tenemos que meditar todos, usted y yo, los periodistas madrileños y los ciudadanos de todas las naciones"(José Ortega y Gasset)
Los chinos
Em Madrid há centenas de "tiendas de Frutos Secos y Alimentación". São uns mercadinhos de chineses, onde se vende um pouco de tudo para comer e beber. Apesar de seus contratempos, pela bebida quente (muitas vezes) e uma desorganização vigente, há neles, sempre, diversão garantida.
É que os chineses (os orientais em geral, dizem) têm dificuldade em pronunciar o "r". Entonces, verdad o no, es que "hoy", quando fui pagar uma água, um suco e um chiclete, ouvi: "dos con qualenta". E depois de entregar o dinheiro, o agradecimento: "glacias".
É que os chineses (os orientais em geral, dizem) têm dificuldade em pronunciar o "r". Entonces, verdad o no, es que "hoy", quando fui pagar uma água, um suco e um chiclete, ouvi: "dos con qualenta". E depois de entregar o dinheiro, o agradecimento: "glacias".
agosto 15, 2009
Após turistar
Após dar uma de turista, sentei numa "plaza" e comprei uma lata de cerveja. Fui bebendo,observando as pessoas... De repente, uma dupla de artistas de rua se achega e começa a tocar um trompete e uma sanfona. Na seleção musical, a última delas (entre muitos tangos argentinos), "My Way" do Sinatra. Na mesma hora comecei a pensar em um tanto de coisa.
Não estou no fim, pelo contrário. Mas pensar que o caminho tem que ser meu é interessante. Muito.
Não estou no fim, pelo contrário. Mas pensar que o caminho tem que ser meu é interessante. Muito.
Coração em dois lugares (Europa e Brasil)
"Flota la vida del hombre entre dos mundos, como una estrella en el horizonte entre el día y la noche". (Lord Byron)
"La vie plane entre deux mondes, telle qu'une étoile sur les bords de l'horizon, entre la nuit et le matin". (Lord Byron)
"Between two worlds life hovers like a star, twixt night and morn, upon the horizon's verge". (Lord Byron)
Tradução livre:
"Entre dois mundos minha vida balança, como a estrela entre a noite a manhã". (Lord Byron)
"La vie plane entre deux mondes, telle qu'une étoile sur les bords de l'horizon, entre la nuit et le matin". (Lord Byron)
"Between two worlds life hovers like a star, twixt night and morn, upon the horizon's verge". (Lord Byron)
Tradução livre:
"Entre dois mundos minha vida balança, como a estrela entre a noite a manhã". (Lord Byron)
Lembrança
Hoje lembrei-me dessa música, palmilhando por las calles. Foi uma lembrança de felicidade, em Madrid.
London, London
Composição: Caetano Veloso
I'm wandering round and round, nowhere to go
I'm lonely in London, London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round, nowhere to go
While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)
Oh Sunday, Monday, Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to please them
It's good at least, to live and I agree
He seems so pleased, at least
And it's so good to live in peace
And Sunday, Monday, years, and I agree
While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)
I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and it's ok
Green grass, blue eyes, grey sky (2x)
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
While my eyes go looking for flying saucers in the sky
London, London
Composição: Caetano Veloso
I'm wandering round and round, nowhere to go
I'm lonely in London, London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round, nowhere to go
While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)
Oh Sunday, Monday, Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to please them
It's good at least, to live and I agree
He seems so pleased, at least
And it's so good to live in peace
And Sunday, Monday, years, and I agree
While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)
I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and it's ok
Green grass, blue eyes, grey sky (2x)
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say
While my eyes go looking for flying saucers in the sky
agosto 13, 2009
Música
Nas minhas incursões pelos bares, lanchonetes e lojas (essas com muito menos frequência), é comum escutar músicas de um "pop latino duvidoso" (como diz um novo amigo brasileiro). Só sei que ando me divertindo com o ecletismo das rádios en las calles madrileñas.
Na Espanha, no verão
As horas são diferentes.
Na prática e na luz.
Manhã até 14hs.
Tarde, depois das 16hs.
Noite, mesmo, lá pelas 22hs.
Na prática e na luz.
Manhã até 14hs.
Tarde, depois das 16hs.
Noite, mesmo, lá pelas 22hs.
agosto 03, 2009
Favor escrever por intenso...
A regra aqui será essa: escrever, por extenso, tudo o que for intensidade.
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